domingo, 23 de março de 2008

THE ARCANE ORDER

«In the Wake of Collisions»
(Metal Blade, 2008) [7.5/10]

Estrearam-se há pouco mais de ano e meio com «The Machinery of Oblivion», um trabalho com o seu quê de death metal melódico mas que deixava claro não se tratar de mais um banda do vasto catálogo Metal Blade a capitalizar no execrável metalcore. Neste novo álbum a banda dinamarquesa deixa cair por completo as referências aos clichés de Gotemburgo em favor duma abordagem thrash/death mais brutal mas também com mais teclados. Comparações com Strapping Young Lad são agora quase inevitáveis, no entanto, a prestação impressionante do guitarrista Flemming Lund aproxima-os por vezes mais do death épico característico dos Theory in Practice. A secção rítmica, da qual se destaca a percussão colorida, surge por vezes demasiado poderosa na mistura, quase eclipsando os admiráveis pormenores de guitarra e teclas do background. Com Kasper Thomsen (também dos Raunchy) a recorrer desta vez mais ao registo gutural, que alterna com os seus vocais mais rasgados, «In the Wake of Collisions» é um disco de sonoridade espessa e esmagadora que deixa no ouvinte uma sensação muito semelhante a uma violenta colisão frontal.

in CLIP (Diário de Aveiro), 20 Março 2008

domingo, 16 de março de 2008

Edição de Março 18, 2008

Na 2º Hora:

Entrevista com Maik Knappe, guitarrista dos alemães DARK SUNS a propósito do álbum «Grave Human Genuine».

- "A voz do Niko é de facto muito parecida com a do Daniel dos Pain of Salvation mas as semelhanças entre os Dark Suns e essa banda sueca ficam por aí"
- "O álbum não tem nada de divertido ou animador, no entanto nós somos pessoas engraçadas e é isso que está patente no clip do "The chameleon conflict""

(Maik Knappe)

sexta-feira, 14 de março de 2008

PEST

«Rest in Morbid Darkness»
(Season of Mist, 2008) [7/10]

Completam agora a primeira década de uma existência caótica marcada por seis lançamentos infernais e prometem continuar a atormentar o mundo dos vivos com o black metal mais imundo de sempre. Este quarto longa duração é mais um exercício dentro dos limites de um estilo da velha guarda, orgulhosamente básico, que não admite polimentos modernos extravagantes e onde tudo é ferozmente disparado apenas pela artilharia elementar das guitarras, baixo e bateria. Ao todo são nove hinos simultaneamente rudes e viciantes, sem floreados supérfluos, e de irrepreensível execução. Uns temas mais do que outros mostram que a inseparável dupla Necro/Equimanthorn não arrumou ainda os velhos LPs dos Celtic Frost e Iron Maiden. A contrastar com todo este frenesim diabólico, o disco termina com uma faixa de quinze minutos, surpreendentemente lenta, numa veia idêntica a algo que a banda sueca gravou no EP “Daudafaerd” em 2004. Selvagem e directo, com uma produção suja a condizer, «Rest in Morbid Darkness» é um ataque intenso de thrash enegrecido que soa demasiado a Darkthrone para o seu próprio bem, recomendando-se apenas aos fãs mais empedernidos do género.

in CLIP (Diário de Aveiro), 13 Março 2008

sábado, 1 de março de 2008

Edição de Março 4, 2008

Na 2ª Hora:

Entrevista com Flemming Lund, guitarrista dos dinamarqueses THE ARCANE ORDER a propósito do álbum «In the Wake of Collisions».

- "Logo que nos apercebemos que este álbum ia soar bastante diferente resolvemos colocar um aviso no website de forma a preparar mentalmente os fãs"
- "Este é um álbum sobre colisões, sobre choques entre ideias e conceitos antagónicos: amor e ódio, guerra e paz, vida e morte..."
- "Esta bandas mais recentes de metalcore fazem todas a mesma coisa: limitam-se a copiar riffs de grupos suecos de há 10 ou 15 anos atrás"
(Flemming C. Lund)

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

BEHEMOTH

«The Apostasy»
(Regain Records, 2007) [9/10]

Se o death metal está hoje vivo e de boa saúde, em grande parte o deve aos Behemoth. Para além de produzirem alguma da música mais estimulante dentro do género, os discos do trio polaco assumem a autoridade de autênticos padrões de aferição de qualidade para a concorrência. «Demigod», lançado em 2004, elevou esta bitola a níveis sem precedentes. O sucessor, «The Apostasy», segue-lhe o exemplo, com composições excelentes baseadas em riffs por vezes envolvidos de rodopios e ondulações thrashy, outras vezes metralhados sem misericórdia, mas sempre com uma execução fenomenal e uma marcação rítmica precisa e criativa. Alguns temas surgem salpicados com arranjos sinfónicos e vozes de sopranos, culminando por vezes em compassos militaristas de proporções megalómanas. Como quase sempre, o vozeirão inumano de Nergal disserta sobre temáticas místicas dos ‘caminhos à esquerda’, escarnecendo ao mesmo tempo das religiões da culpa e da subserviência. Com temas curtos mas eficazes e um som não menos que titânico, «The Apostasy» é um lançamento imprescindível e a garantia de uma experiência sónica suprema.

in CLIP (Diário de Aveiro), 28 Fevereiro 2008

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

NOVEMBRE

«Materia»
(Peaceville Records, 2006) [8/10]

Sendo um fã incondicional deste grupo italiano desde que se apresentaram, em 1994, com o fascinante «Wish I could dream it again», foi com alguma desilusão que recebi este novo disco tal é o afastamento que regista em relação às atmosferas death metal de outrora, em favor duma abordagem sonora mais relaxada e acessível. Comparações com o som dos Katatonia ou Anathema são, agora, quase inevitáveis, no entanto os Novembre mantêm ainda uma carácter muito próprio que se manifesta especialmente na sua maneira única de compor, resultando em temas brilhantes que incluem desde segmentos densos e envolventes até passagens tranquilas e naíve. Estas últimas são, por vezes, cantadas no idioma nativo da banda, o qual, devido à sua fonética característica, confere a estes momentos uma expressividade sem igual. Outro aspecto a salientar em «Materia» é o exímio trabalho de guitarra que aparece nas inspiradas sequências de abertura de alguns temas e nos solos apaixonados que permeiam todo o disco. Ainda assim prefiro qualquer uma das anteriores incarnações da banda (daí a minha leve desilusão), mas não tenho como evitar reconhecer a excelência deste quinto álbum.

in CLIP (Diário de Aveiro), 21 Fevereiro 2008

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Edição de Fevereiro 19, 2008

Na 2º Hora:

Entrevista com Necro, guitarrista, baterista e vocalista dos suecos PEST a propósito do novo álbum «Rest In Morbid Darkness».
- "Este álbum reflecte um pouco mais as nossas influências de heavy metal tradicional. Penso que este é que é o verdadeiro som dos Pest"
- "A canção «Lust for cruelty» foi feita com a intenção de aborrecer o ouvinte até às lágrimas... Contudo parece que agradou a muita gente, o que me leva a concluir que falhamos redondamente!..:-)"
- "Detesto que nos acusem de copiar os Darkthrone! De facto quase todas as criticas os mencionam como referência, mas eu não ouço nada de Darkthrone na nossa música
"
(Necro)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

VEHEMENTER NOS

(s/t)
(Osmose Productions, 2007) [8.5/10]

Sem o contributo de bandas inovadoras como os Deathspell Omega, Blut Aus Nord e outras jovens promessas entre as quais se incluem os Vehementer Nos, o black metal não teria hoje metade do interesse. Estes colectivos (franceses) tendem a substituir a agressividade tradicionalmente explícita do género por uma abordagem mais subtil, sombria e avantgarde, embora os Vehementer Nos optem por elementos de composição mais ortodoxos. O auto-intitulado álbum de apresentação é feito de cinco longos temas (três dos quais a rondar os dez minutos) de música elaborada, algo progressiva, que percorre uma vasta gama de ritmos e emoções, desde os mais acelerados e malévolos aos mais lentos e tortuosos, juntando uma dose generosa de elementos clássicos magistralmente executados em violino, violoncelo, flauta e piano, que se integram com perfeição no seio da sonoridade escura e abrasiva da banda. Não é com toda a certeza um disco fácil de ouvir, contudo pode revelar-se uma experiência recompensadora para quem procura música extrema de inclinação mais obscura e cerebral. Depois dum álbum deste calibre, esta passa a ser uma banda a não perder de vista.

in CLIP (Diário de Aveiro), 8 Fevereiro 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ALASTOR

«Noble North»
(No Colours Records, 2007) [7.5/10]

Nunca tiveram pruridos em mostrar abertamente a sua admiração pelo legado dos pioneiros nórdicos do black metal, mas desta vez fizeram mais do que isso dando uma volta no caldeirão das influências e criando um trabalho que integra na perfeição atmosferas gélidas e melodias sombrias, com cavalgadas a meio tempo e blast beats devastadoras. Crú na sonoridade mas maduro na composição, este é um disco feito de boas malhas, transições bem sacadas e leads atraentes que agarram a atenção a todo o momento. Ao longo dos oito temas ouvem-se pontualmente riffs sincopados à la Satyricon e coros à moda dos Enslaved, e a performance vocal de Reingoe faz lembrar por vezes o registo áspero e grave de Galder (Old Man’s Child). Contudo, apesar de todas as referências por vezes demasiado óbvias, o disco deverá agradar a qualquer apreciador de black metal melódico, sendo também testemunho de um grande salto qualitativo em relação a «Silva Nordica», o álbum de estreia. Este último pode certamente não ter convencido em 2006, mas com «Noble North» os Alastor têm agora finalmente o passaporte para conquistar o lugar merecido na cena europeia.

in CLIP (Diário de Aveiro), 31 Janeiro 2008

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

PRIMORDIAL

«To the Nameless Dead»
(Metal Blade, 2007) [9.5/10]

Mais que o talento inato ou o virtuosismo prodigioso, é da paixão pura que se destilam as demonstrações artísticas mais geniais. Pode até não ser uma verdade universal, mas é um facto que os Primordial demonstram, agora de forma definitiva, com este novo álbum de originais. Em seis registos de estúdio e quase vinte anos de carreira, nunca a fórmula de pagan metal característica do grupo irlandês resultou tão perfeita em todos os aspectos. As composições funcionam mais como um todo coeso e em alguns casos são até surpreendentemente elaboradas. Os acordes acústicos e os solos transpiram sempre aquele carácter folk sem o ser no sentido mais convencional do termo. Mais do que em qualquer outra ocasião as canções assumem por vezes um tom interventivo, sendo esta uma dimensão a adicionar à já vasta capacidade interpretativa de Alan Nemtheanga, que conjuga sentimentos de revolta com uma variedade de outras emoções dramáticas, expressas de uma maneira tão honesta que quase nos permite visualizar estados de alma. «Spirit the Earth Aflame», lançado em 2000, era o melhor álbum de sempre dos Primordial. Até agora.

in CLIP (Diário de Aveiro), 24 Janeiro 2008

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

BENIGHTED

«Icon»
(Osmose Productions, 2007) [8/10]

Este é um disco bastante mais interessante do que o simples rótulo death/grind costuma sugerir. É que embora a música se alinhe pelos pergaminhos básicos do género, com guitarras esmagadoras e uma percussão em rajada que trucida tudo à sua passagem, as composições incluem também elementos de thrash e hardcore e até leads melódicos pouco habituais nestes habitats hostis, que conferem a cada tema uma identidade muito própria - não apenas brutal, mas memorável e até infecciosa. Quase a completar a primeira década de actividade o colectivo gaulês tem vindo a evoluir numa direcção cada vez mais técnica, aperfeiçoando neste quinto disco de estúdio a fórmula extrema de «Identisick», o álbum de 2006, agora com riffs mais torcidos e uma percussão vigorosa e criativa. Trabalho conceptual, «Icon» descreve a espiral descendente de alguém afectado por uma patologia psicótica, servindo-se de vociferações que variam entre o gutural cavernoso, os gritos demenciais e o vómito doentio. Uma experiência de proporções telúricas em que a sobre dosagem decibélica se aconselha, declinando-se contudo toda a responsabilidade por eventuais efeitos mentais adversos.

in CLIP (Diário de Aveiro), 17 Janeiro 2008

domingo, 13 de janeiro de 2008

Edição de Janeiro 15, 2008

Na 2º Hora:

Entrevista com Dionysos (Tim Funke), guitarrista dos germânicos HELRUNAR a propósito do álbum «Baldr ok Íss».

"Este álbum é um pouco mais exigente: precisa de ser ouvido na integra para revelar toda a sua atmosfera. Funciona mais como um todo coeso, ao contrário do «Frostnacht» que foi um disco essencialmente de canções independentes"
(Dionysos, comparando o novo disco com o anterior)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

THE BOMBS OF ENDURING FREEDOM

(s/t)
(Death to Music Productions, 2007) [7.5/10]

Inspirado no nome de código da operação militar norte-americana de resposta aos ataques do 11/09 de 2001, trata-se do novo projecto a solo de James Fogarty, anteriormente dos Ewigkeit e membro fundador dos The Meads of Asphodel. O álbum de estreia é um disco politicamente carregado que malha sem piedade em questões como a ‘guerra contra o terrorismo’ o fanatismo religioso e o controlo dos media. A atitude acusatória e o ataque verbal incisivo a par do background de Fogarty em lides mais extremas fariam prever uma abordagem sonora mais furiosa, contudo esta nova proposta não se afasta muito daquilo que já ouvimos dos Ewigkeit da fase «Conspiritus» (2005). Por outras palavras é algo entre o ortodoxo electro-punk e o metal industrial, com alguns elementos de drums’n’bass e muitos samples. As influências de Ministry saltam à vista em alguns temas e há até alguns rádio hits em potência. Publicado em edição limitada e numerada, «The Bombs of Enduring Freedom» só pode ser adquirido por pedido directo à editora, um selo sem fins lucrativos que tem a maior parte dos lançamentos disponíveis através de download gratuito.

in CLIP (Diário de Aveiro), 10 Janeiro 2008

sábado, 5 de janeiro de 2008

Os 10+ de 2007

Therion - «Gothic Kabbalah»
Psyopus - «Our Puzzling Encounters Considered»
Threshold - «Death Reckoning»
Dimmu Borgir - «In Sorte Diaboli»
Shining - «V – Halmstad»
Marduk - «Rom 5:12»
Turisas - «The Varangian Way»
Cobalt - «Eater of Birds»
The Ocean - «Precambrian»
Primordial - «The Nameless Dead»

Findo mais um ano de música é tempo de passar em revista o que de melhor 2007 nos trouxe. A lista acima apresenta uma selecção dos melhores álbuns do ano, escolhidos entre as várias centenas de discos que preencheram as cerca de cinquenta edições do Cais do Paraíso dos últimos doze meses. Como todas as selecções, esta também tem muito de pessoal e nesse sentido é ligeiramente polarizada na direcção das sonoridades mais favorecidas no programa - as mais extremas. Com excepção do último da lista, todos os álbuns foram alvo de uma curta crítica nesta secção em passadas edições do Clip. Oito deles foram Álbuns do Mês no Cais do Paraíso.
Seguindo a prática habitual, não se estabelece nenhuma ordem de preferência ou ranking entre os discos listados - cada um deles é o melhor à sua maneira. No capítulo das experiências sinistro-depressivas os Shining destacaram-se com um disco impressionante e os Cobalt surpreenderam com um dos álbuns mais inovadores dos últimos tempos. Os Marduk trocaram a obsessão da velocidade por uma abordagem mais elaborada que resultou no álbum de black metal do ano, enquanto os Psyopus não tiveram concorrência à altura nos domínios esquizofrénicos do mathcore e afins. Cinemático e megalómano, o disco dos Turisas foi a grande saliência do extremo mais acessível do espectro, a par da última novidade dos suecos Therion e do progressivo e super catchy álbum dos Threshold. Se caso a lista não se limitasse aos dez títulos, os discos adicionais a constar incluiriam necessariamente o último dos Mayhem, que voltaram a impressionar com o mesmo nível de inovação e experimentalismo, o prodigioso disco dos japoneses Sigh e, claro, o sofisticado trabalho dos Aghora.
Em 2007 as companhias discográficas continuaram a ver os seus negócios ensombrados pelos fenómenos da pirataria e do file-sharing, mas isso não parece ter afectado o volume de lançamentos. Contudo, esta é uma realidade que vai mudar a breve trecho. Quaisquer que sejam as transformações a este nível que o futuro reserva, o que nos interessa mesmo é que a boa música continue a fluir. Para nós trata-se de um bem de primeira necessidade.

in CLIP (Diário de Aveiro), 4 Janeiro 2008

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

HELRUNAR

«Baldr ok Íss»
(Lupus Lounge, 2007) [7/10]

Estrearam-se em 2005 com «Frostnacht» e regressam agora com um álbum marginalmente mais agressivo, com segmentos rápidos em maior número, mas com todos os elementos chave do primeiro disco intactos. Os temas oscilam entre os andamentos a meio tempo e as barragens de blast beats, permeados a espaços por melodias arcaicas de folk executadas em delicadas passagens acústicas, e vozes que vão desde a aspereza típica do black metal a registos limpos, cantados ou declamados. Evocativo da espiritualidade de um passado longínquo, o álbum inclui faixas verdadeiramente memoráveis mas em geral a música bebe em demasia dos estereótipos do black mais tradicional, em especial de bandas como Enslaved e Satyricon. A interpretação de uma parte dos temas em norueguês (para além do idioma materno do colectivo, o alemão) aproxima-os ainda mais dos precursores que pretendem emular, o que, dependendo da perspectiva, funciona tanto contra como a favor. «Badr ok Íss» não contém pois nada de particularmente inovador, no entanto é um trabalho bom demais para que passe despercebido pelos fãs de black metal escandinavo.

in CLIP (Diário de Aveiro), 28 Dezembro 2007

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Passatempo Cais do Paraíso/Metal Blade

Quais são os 3 melhores álbuns de 2007 na área do Heavy Metal?

Envia-nos a tua opinião para
caisdparaiso@gmail.com e ganha Compilações DJ Crusher com músicas dos álbuns mais recentes dos Primordial, The Ocean, Aeon, Fleshcrawl e muitas outras bandas da Metal Blade Records.
- Os dois primeiros participantes recebem os Vols 8 e 10 da Compilação;
- Os três seguintes recebem o Vol. 10.
No e-mail não te esqueças de indicar também o teu endereço postal.
Passatempo válido até 25/12.