sexta-feira, 24 de abril de 2009

ABSU - O regresso do clã de Cythraul

Magia incendiária em Barroselas no dia 1 de Maio

Depois de uma longa paragem de oito anos os mestres do Black Metal mitológico estão finalmente de regresso. Revitalizados por uma nova formação e com o melhor álbum de sempre – o homónimo «Absu» – ainda a fervilhar de reacções entusiásticas, a banda norte-americana promete protagonizar o momento de maior interesse do 2º dia do SWR Barroselas Metalfest. O líder Proscriptor McGovern falou ao CLIP/DIÁRIO DE AVEIRO sobre o novo disco e a nova encarnação dos Absu.

Após o abandono de dois membros da formação original poucos esperariam que os Absu regressassem com um álbum desta qualidade. Como é que isso foi possível?
Sim, compreendo. Foi exactamente para não comprometermos padrões de qualidade que resolvemos parar durante todos estes anos. Não foi fácil encontrar substitutos à altura de músicos notáveis como Shaftiel e Equitant que fizeram a história dos Absu. No início estava um pouco céptico em relação à forma como os media e o público iriam receber o novo álbum, primeiro por causa do novo line-up, e segundo porque está longe de ser uma réplica do «Tara». No entanto parece que as reacções excederam as minhas melhores expectativas.

O novo álbum parece ser mais variado e, ao mesmo tempo, mais complexo do que o «Tara». O que achas?
De facto é. O «Tara» é provavelmente o nosso álbum mais neurótico e agressivo de sempre. O «Absu» reflecte uma evolução substancial no domínio da composição e é por isso mais controlado e coeso. Considero estes dois últimos álbuns, a par do nosso disco de estreia, «Barathrum V.I.T.R.I.O.L.», como os meus discos favoritos dos Absu.

Depois deste longo período de ausência, sentes-te novamente motivado para continuar a gravar e a tocar ao vivo com a mesma regularidade que antes?
Sem dúvida. Já estou nos Absu há quase vinte anos e penso que estamos agora a iniciar uma nova fase; uma nova era de Metal Oculto e Mitológico que é para nós profundamente estimulante. Temos uma agenda de concertos já bastante preenchida para 2009 e início de 2010, portanto contem com mais actividade do que nunca da parte dos Absu. Para além disso assinamos um bom contrato com a Candlelight Records e estamos já a trabalhar em material para um novo álbum. Preparem-se para algo devastadoramente fresco!

O que nos podes adiantar sobre o vosso concerto no Barroselas Metalfest?
Será uma oportunidade para apresentarmos esta nova formação da banda e, claro, tocarmos uma mão cheia de temas do novo álbum. Especialmente para os fãs mais antigos preparamos um set que inclui também muitos temas dos discos mais antigos, cerca de duas a três canções de cada álbum. O nosso reportório é bastante vasto em termos de dinâmica e intensidade, pelo que temos tudo para brindar os presentes com um bom espectáculo.

in CLIP (Diário de Aveiro), 23 Abril 2009



sexta-feira, 17 de abril de 2009

MY DYING BRIDE

«The Lies I Sire»
(Peaceville, 2009) [8/10]

Conhecidos por transformar como ninguém os recantos mais sombrios das emoções humanas em peças únicas de música e poesia com tanto de sublime como de avassalador, os My Dying Bride estão de regresso com o disco que melhor resume, em termos estilísticos, tudo o que o colectivo britânico produziu nos últimos dez anos de actividade - desde o gothic/doom (aqui um pouco mais radio friendly) até às ocasionais tiradas death/black. Contudo o aspecto que mais sobressai é sem dúvida a reintegração do violino, cuja sonoridade confere a este décimo álbum um carácter que é por um lado vintage e por outro moderno em virtude do estilo de Katie Stone, a recém-chegada violinista, ser bem diferente do de Martin Powell. A utilização de voz de apoio em alguns temas e o facto de Aaron Stainthorpe se aventurar pontualmente em interpretações invulgares (e.g. em tons mais altos) são outros dos aspectos inéditos e atractivos deste novo disco. Todavia nem todas as ideias apresentadas resultam no melhor dos efeitos, havendo momentos menos inspirados com riffs e transições que soam algo dissonantes no contexto do que conhecemos do grupo, e que reduzem o impacto final de algumas faixas. No seu todo «The Lies I Sire» não é propriamente impressionante, particularmente se observado à luz de todo o trabalho anterior da banda. Ainda assim contém o suficiente para constituir uma adição imprescindível na colecção dos fãs, os quais terão novamente a oportunidade de se deixar envolver nesta expressão mais negra de desolação e melancolia que, paradoxalmente, lhes traz tanta felicidade.

in CLIP (Diário de Aveiro), 16 Abril 2009

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SHINING

«IV – The Eerie Cold»
(Avantgarde, 2005/Peaceville, 2008) [8.5/10]


Publicado originalmente em 2005 foi considerado por momentos como o álbum derradeiro dos Shining, no entanto acabou por se tornar o prelúdio do genial «V-Halmstad» que surgiria dois anos depois. Registando uma evolução notória sobre toda a produção anterior da formação sueca, «IV-The Eerie Cold» é uma experiência atormentada sobre depressão e demência, sendo talvez o primeiro disco a capturar verdadeiramente todo o conceito de autodestruição idealizado pela mente perturbada de Niklas Kvarforth. Inexoravelmente opressiva, a música retém todas as características da sonoridade Black Metal embora raramente siga em andamento rápido. De facto até inclui uma mão cheia de segmentos lentos, semi-acústicos, um trabalho de guitarra solo que é invulgar nestas lides, bem como algumas das passagens de piano que se tornaram tão mais prevalentes no disco seguinte. No entanto o que sobressai é uma atmosfera permanente de angústia e desassossego, intensificada de forma decisiva pela prestação vocal torturada de Kvarforth que por vezes parece até ultrapassar os seus próprios limites físicos na expressão de emoções de pesar, desespero e dor. Se conhecem os Shining apenas através do mais divulgado «V-Halmstad» então recomenda-se que concedam uma oportunidade a esta reedição (que apenas adiciona à original uma introdução irrelevante) enquanto esperam pelo já anunciado «VI-Klagopsalmer».
in CLIP (Diário de Aveiro), 9 Abril 2009

sábado, 28 de março de 2009

Edição de Mar 31, 2009

Na 2ª Hora

Entrevista com Andrew Craighan, guitarrista dos britânicos MY DYING BRIDE a propósito do mais recente álbum «The Lies I Sire».

- "Nunca pensamos seriamente em voltar a introduzir o violino até ao dia em que surgiu a oportunidade de ter uma violinista na banda. Mesmo assim foi uma decisão muito ponderada";
- "Se estiveres interessado em dar a conhecer a alguém os My Dying Bride numa perspectiva global de passado e presente, este é o disco que deves indicar primeiro";
- "O tema central deste album é a religião em geral. Usamos o cristianismo em particular como a face de todas as religiões porque aqui, no Reino Unido, é censurável e até perigoso criticar muitos dos outros credos."
(Andrew Craighan)

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sábado, 21 de março de 2009

Edição de Março 24, 2009

Na 2ª hora:
- CLASSICS IV -

Clássicos de sempre dos King Crimson, Iron Maiden, Slayer, Autopsy, Moonspell e Anathema entre outras, escolhidos e apresentados pelos nossos entrevistados:
Mathias “Warlord” (TURISAS), Greg Chandler (ESOTERIC), Andreas Jacobsson (DRACONIAN), ATF Sinner (HATE), Flemming Lund (THE ARCANE ORDER) e Sadlave (OBTEST) entre outros.

quinta-feira, 12 de março de 2009

AMON AMARTH

«Twilight of the Thunder God»
(Metal Blade, 2008) [7/10]

Este é um disco com potencial para gerar reacções muito diversas, talvez mesmo contraditórias. Por um lado os riffs atraentes, aparentemente inesgotáveis nesta formação sueca, as linhas melódicas magníficas e os temas líricos que projectam representações vívidas de vikings sanguinários e divindades vingativas do panteão nórdico - uma imagem de marca já celebre neste colectivo - fazem deste um trabalho não só irresistível para os incondicionais da banda, como algo de muito apelativo para os fãs de death metal melódico em geral. Contudo, apesar de perfeito em praticamente todos os aspectos e de incluir pela primeira vez em mais de uma década a participação de alguns músicos convidados, este é um álbum que não acrescenta nada ao que os Amon Amarth já fizeram. A sensação que fica é mesmo a de mais um conjunto de dez novos temas que bem podiam ser a continuação do disco anterior. Para os adeptos mais conservadores esta é, claro, uma qualidade desejada que descrevem como ‘consistência’. Para os outros poderá soar a repetição ou a estagnação. É provável que a banda esteja simplesmente a jogar pelo seguro. O apego a uma fórmula que originou resultados comerciais muito positivos (sucedeu com «With Oden on Our Side») num grupo que recentemente se profissionalizou, passando a constituir actividade exclusiva e por conseguinte única fonte de rendimentos dos seus membros, equaciona necessariamente a integridade artística do quinteto. Mas em lugar de tirar conclusões precipitadas o melhor mesmo é esperar pelo próximo trabalho.

in CLIP (Diário de Aveiro), 12 Março 2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

Edição de Mar 10, 2009

Na 2ª Hora
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Entrevista com Proscriptor McGovern (Russley Randell Givens), baterista e vocalista dos norte-americanos ABSU a propósito do mais recente álbum «Absu».
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- "Durante muito tempo não interiorizei o abandono do Shaftiel e do Equitant, e nos anos que se seguiram alimentei sempre a esperança de que voltassem";
- "Comparado com o «Tara» este é um álbum de agressividade mais controlada e mais maduro do ponto de vista da composição. Este é o início de uma nova era para os Absu";
- "Somos provavelmente o que há de mais idiosincrático na música extrema. Serão os Absu algo que transcende o entendimento habitual que se faz duma banda de metal? Eu penso que sim. Será que isso me preocupa? Claro que não!"
(Proscriptor McGovern)
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

THE FIRSTBORN

«The Noble Search»
(Major Label Industries, 2008) [9/10]

Apesar de morno em termos de produção internacional 2008 ficou marcado por alguns lançamentos nacionais de qualidade sem precedente dentre os quais se destacou o quarto álbum dos The Firstborn. Claramente um sucessor natural de «The Unclenching of Fists», o álbum que assinalou, em 2005, mudanças dramáticas na sonoridade do colectivo lisboeta, «The Noble Search» acaba por ser mais do que isso, registando uma evolução e aperfeiçoamento notórios em todas as frentes artísticas, assim como uma abertura a novas abordagens algo experimentalistas que desafiam categorizações. Pautado por uma composição equilibrada e criativa que o afasta das concepções tradicionais mesmo nas partes de black/death metal puro e duro, este é um trabalho elaborado com temas mais longos que funcionam melhor no seu todo, e onde a colocação dos instrumentos orientais soa bem mais harmoniosa do que no disco anterior. Gravado no País de Gales por Chris Fielding (Primordial entre outros) com a ajuda preciosa de uma mão cheia de músicos convidados de onde se destaca o percussionista Vorskaath dos gregos Zemial, Luis Simões dos Saturnia e Blasted Mechanism (na cítara), e os vocalistas Proscriptor Mcgovern dos Absu e Hugo Santos dos Process of Guilt, este é o disco que coloca definitivamente a banda de Bruno Fernandes num patamar acima da concorrência, distinguindo-os como um caso deveras singular na cena portuguesa.

in CLIP (Diário de Aveiro), 26 Fevereiro 2009

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Edição de Fev 17, 2009

Na 2ª Hora

Entrevista com Bruno Fernandes, vocalista dos portugueses THE FIRSTBORN a propósito do mais recente álbum «The Noble Search».

- "No futuro queremos voltar a ter músicos de fora a colaborar com a banda nas gravações e até na composição; é uma experiência muito gratificante";
- "Este disco foi composto de uma forma muito simples: apenas eu e uma velha guitarra a tentar descobrir ideias musicais adequadas às letras";
- "O tema do Budismo surgiu no "The Unclenching..." quase por acidente, quase como um complemento estético para a música que na altura estavamos a compor. Este álbum já foi pensado à partida com o Budismo como tema central";
(Bruno Fernandes)
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MISANTHROPE

«IrremeDIABLE»
(Holy Records, 2008) [7/10]

Quem conhece um pouco dos Misanthrope já está por certo familiarizado com a simpatia que a banda sempre nutriu pelos grandes temas da cultura e história francesas. Desta vez o assunto é Charles Baudelaire, ícone da literatura universal do Sec. XIX a quem Philippe de L'Argilère presta homenagem de peso neste novo álbum, cuja gravação ocorreu exactamente 150 anos depois da publicação de «Le Fleurs du Mal». Musicalmente «IrremeDIABLE» não foge muito ao que a banda tem vindo a apresentar nos últimos anos, descrevendo-se como thrash/death de grande calibre técnico e composição sofisticada, com teclados subtis e algumas orquestrações pontuais. Anthony Scemama enche sempre o ouvido com um trabalho de guitarra prodigioso enquanto que a prestação vocal de de L'Argilère, toda em francês e com as suas tradicionais recitas quase choradas, continua a ser algo que exige alguma habituação. O que é mesmo diferente neste nono álbum dos Misanthrope é o baixo de Jean-Jacques Moréac que surge frequentemente em evidência em modo slap e, em geral, numa abordagem mais jazzy. É aliás à custa desta novidade e de pouco mais que a componente instrumental sobressai de vez em quando. Fora isso pode dizer-se que a música funciona essencialmente para servir a componente lírica, o que é claramente um ponto desfavorável. Neste contexto «Metal Hurlant», o álbum anterior, conteve, em média, material muito mais bem conseguido, tendo ficado pois mais ao nível do melhor que já ouvimos do colectivo francês.

in CLIP (Diário de Aveiro), 12 Fevereiro 2009

sábado, 31 de janeiro de 2009

GUILLOTINE

«Blood Money»
(Pulverised Records, 2008) [6.5/10]

Pode parecer mais um novo colectivo contagiado pela recente onda revivalista de thrash metal, mas não é. Trata-se antes do regresso (mais um!) de um projecto criado por dois membros dos Nocturnal Rites que se deu a conhecer ao mundo em 1997 através de «Under the Guillotine», um álbum muito retro mesmo para a altura, que eles próprios dizem ter sido feito em homenagem às velhas glórias do género da década de 80. Onze anos depois o espírito old-school mantém-se intacto na sua essência (está de resto bem patente na vistosa capa do disco da autoria do lendário Ed Repka), embora a música tenha melhorado muito no que toca à composição e inclua desta vez algumas referências ao thrash/death mais contemporâneo. Ao todo são doze faixas sempre em ritmo corrido e com grandes malhas que evocam da melhor maneira o legado mais remoto deixado por celebridades como Slayer, Exodus e Kreator. Embora não seja fácil para uma banda como os Guillotine escapar à acusação recorrente de serem um rip-off dos grupos originais que tentam imitar, isso pouco importa para os eternos saudosistas dos tempos áureos do thrash metal. É para esses em particular que «Blood Money» se recomenda.

in CLIP (Diário de Aveiro), 29 Janeiro 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

Edição de Jan 27, 2009

Na 2ª Hora

Entrevista com Nils Eriksson, baixista dos suecos GUILLOTINE a propósito do mais recente álbum «Blood Money».

- "Uma das razões que despoletou este regresso foi o facto de ter encontrado debaixo da cama umas cassetes velhas da banda com fragmentos de canções";
- "Não penso que a nossa música vá "beber" em demasia às origens do thrash. Se o fazemos é mais num espirito de homenagem do que com intenção de plágio";
- "Isto não é apenas um projecto paralelo para fazer meia dúzia de concertos e gravar um disco de vez em quando; É uma banda a sério!"
(Nils Eriksson)
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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

NOVEMBRE

«The Blue»
(Peaceville Records, 2008) [7/10]

Depois dum álbum marcado por um considerável afastamento das sonoridades extremas do passado em favor duma abordagem sonora mais relaxada e acessível, talvez já ninguém esperasse que os Novembre voltassem à agressividade do gothic/death metal dos seus tempos mais gloriosos. No entanto, para gáudio dos fãs mais antigos da banda italiana, este novo álbum volta a contar com algumas tiradas demolidoras e com o registo vocal áspero e angustiado de Carmelo Orlando que confere ao disco momentos de uma atmosfera intensamente dramática. Porém, mais pesado não significa melhor. É difícil identificar exactamente o que é que não funciona neste disco, mas eu apontaria para o estilo de composição estranha e demasiado irregular que rege a maior parte da música. Os temas continuam a incluir a maioria dos elementos característicos do som Novembre, nomeadamente segmentos acústicos brilhantes, linhas de guitarra magníficas e um trabalho de percussão que fica no ouvido, porém acabam por deixar para trás muito pouco de memorável. Pouco variado na sua mais de uma hora de duração, “The Blue” carece da inspiração que presidiu à criação de discos anteriores, resumindo-se assim a pouco mais do que um retorno insípido à faceta mais extrema do colectivo Romano.

in CLIP (Diário de Aveiro), 15 Janeiro 2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

Edição de Jan 13, 2009

Na 2ª Hora
Entrevista com Johan Soderberg dos suecos AMON AMARTH a propósito do mais recente álbum «Twilight of the Thunder God».

- "Depois do álbum "With Oden on our Side" começamos a preocupar-nos mais em criar músicas simples e acessíveis";
- "Não considero que tenhamos estagnado. Neste álbum até fizémos algumas experiências novas, contamos com a colaboração de músicos convidados e passamos por cima de regras internas que tínhamos como invioláveis"
(Johan Soderberg)
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Os 10+ de 2008

In Mourning - «Shrouded Divine»
Hate - «Morphosis»
ThanatoSchizo - «Zoom Code»
Atrox - «Binocular»
Mar de Grises - «Draining The Waterheart»
Obtest - «Gyvybes Medis»
Soilent Green - «Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction»
Opeth - «Watershed»
Esoteric - «The Maniacal Vale»

Cynic - «Traced In Air»

(Sem qualquer ordem de preferência e seleccionados exclusivamente entre os discos recebidos)

in CLIP (Diário de Aveiro), 18 Dezembro 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

HEAVENWOOD

«Redemption»
(Recital Records, 2008) [8.5/10]

Depois dum longo período de afastamento dos palcos e de um interregno ainda maior desde o último disco, é caso para dizer que os Heavenwood regressaram da melhor maneira que é possível ou não fosse este um álbum que supera categoricamente todas as gravações anteriores da banda. Ainda que mantenham muitos dos traços característicos do disco anterior, «Swallow», lançado em 1998, este novo álbum é um trabalho mais elaborada em todos os aspectos, onde quase todos os temas se fazem de riffs cativantes, linhas melódicas e solos magníficos, e uma miríade de arranjos capazes de conquistar à primeira o coração de qualquer fã de metal gótico. A voz gutural soa melhor do que nunca mas aqui são os registos limpos que brilham, fruto de um trabalho de estúdio que lhes confere uma presença especial no quadro sonoro global do álbum. Os teclados de outrora quase já não se ouvem e a sonoridade geral é bem mais pesada, pelo que se alguém julgou que o avançar da idade tornaria o som Heavenwood mais acessível, desengane-se pois eles voltaram mais metal do que nunca. A produção soberba de Daniel Cardoso e a masterização de Jens Bogren (Opeth, Amon Amarth) deixam bem claro que a banda de V. N. de Gaia não deixou créditos por mão alheias e tudo fez para garantir o excelente resultado final audível em «Redemption». A participação pontual de guitarristas fabulosos como Gus G dos Firewind ou o ilustre Jeff Waters dos Annihilator, são apenas a cereja no topo desta iguaria.

in CLIP (Diário de Aveiro), 4 Dezembro 2008