In Mourning - «Shrouded Divine»
Hate - «Morphosis»
ThanatoSchizo - «Zoom Code»
Atrox - «Binocular»
Mar de Grises - «Draining The Waterheart»
Obtest - «Gyvybes Medis»
Soilent Green - «Inevitable Collapse In The Presence Of Conviction»
Opeth - «Watershed»
Esoteric - «The Maniacal Vale»
Cynic - «Traced In Air»
(Sem qualquer ordem de preferência e seleccionados exclusivamente entre os discos recebidos)
in CLIP (Diário de Aveiro), 18 Dezembro 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
sábado, 6 de dezembro de 2008
HEAVENWOOD
«Redemption»(Recital Records, 2008) [8.5/10]
Depois dum longo período de afastamento dos palcos e de um interregno ainda maior desde o último disco, é caso para dizer que os Heavenwood regressaram da melhor maneira que é possível ou não fosse este um álbum que supera categoricamente todas as gravações anteriores da banda. Ainda que mantenham muitos dos traços característicos do disco anterior, «Swallow», lançado em 1998, este novo álbum é um trabalho mais elaborada em todos os aspectos, onde quase todos os temas se fazem de riffs cativantes, linhas melódicas e solos magníficos, e uma miríade de arranjos capazes de conquistar à primeira o coração de qualquer fã de metal gótico. A voz gutural soa melhor do que nunca mas aqui são os registos limpos que brilham, fruto de um trabalho de estúdio que lhes confere uma presença especial no quadro sonoro global do álbum. Os teclados de outrora quase já não se ouvem e a sonoridade geral é bem mais pesada, pelo que se alguém julgou que o avançar da idade tornaria o som Heavenwood mais acessível, desengane-se pois eles voltaram mais metal do que nunca. A produção soberba de Daniel Cardoso e a masterização de Jens Bogren (Opeth, Amon Amarth) deixam bem claro que a banda de V. N. de Gaia não deixou créditos por mão alheias e tudo fez para garantir o excelente resultado final audível em «Redemption». A participação pontual de guitarristas fabulosos como Gus G dos Firewind ou o ilustre Jeff Waters dos Annihilator, são apenas a cereja no topo desta iguaria.
in CLIP (Diário de Aveiro), 4 Dezembro 2008
domingo, 23 de novembro de 2008
Edição de Novembro 25, 2008
Na 2ª HoraEntrevista com Ricardo Dias dos portugueses HEAVENWOOD a propósito do novo álbum «Redemption».
- "Esta longa paragem acabou por influenciar-nos de forma muito positiva, resultando num trabalho com o qual estamos inteiramente satisfeitos"
- "Não foi fácil manter a fidelidade aos Heavenwood do passado e fazer um disco ao mesmo tempo actual e com um pé no futuro, mas penso que o conseguimos"
- "O que nos fez parar em '99 foi uma certa desilusão com a editora da altura. Tivemos que aguardar depois a resolução do contrato e ultrapassar toda a maré negativa que se seguiu, até sentirmos a força necessária para recomeçar"
(Ricardo Dias)
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sábado, 22 de novembro de 2008
KNEELDOWN
«Volcano»(edição de autor, 2008) [8/10]
Embora tenham no thrash e no hardcore as suas referências de base e adoptem uma designação colectiva bem ao estilo do que é comum nestes nichos sonoros, o trabalho deste trio originário de Ponte-de-Sor está longe de se aparentar com o subproduto testosterónico e habitualmente medíocre que é produzido pela maioria das bandas do género. Nas cinco faixas de «Volcano» nada é estático. As músicas atravessam fases muito diversas, com riffs, estruturas rítmicas e pormenores de execução a serem debitados em ondas de intensidade variável que contagiam a todo o momento. Os temas são bem mais longos do que o habitual nestas andanças (5 a 8 minutos), acomodando uma composição sempre cuidada e abundante em ideias, com algo de imprevisível, e a evitar muitas vezes a saída fácil da repetição de segmentos. Os ritmos são raramente rápidos e a música passa com frequência por momentos melódicos que remetem para territórios mais para os lados do chamado post-rock. Apesar de gravado e produzido pela banda alentejana apenas com os parcos recursos da sua própria sala de ensaios, «Volcano» vem com uma óptima qualidade de som fruto do trabalho de masterização de Nexion K dos Re:Aktor, e é de longe uma das melhores edições de autor que já me chegou às mãos nos últimos anos.
in CLIP (Diário de Aveiro), 20 Novembro 2008
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
ELYSIAN BLAZE
«Levitating the Carnal»(Asphyhiate Recordings, 2006 / Osmose Productions, 2008) [9/10]
Duvido que haja sonoridade mais depressiva e funerária do que aquela que é produzida pelos Elysian Blaze. Imaginem a fusão perfeita entre a opressão característica do doom e a aspereza do black metal, com vocalizações atormentadas e instrumentos que soam deliberadamente abafados, distantes na mistura e com uma reverberação ocasional, e talvez fiquem com uma vaga ideia da atmosfera incrivelmente gélida e fantasmagórica que emana de «Levitating the Carnal». Quem ouviu «Cold Walls and Apparitions» irá notar que este segundo álbum do projecto solo de origem australiana, agora reeditado, é em média mais lento, mas também de composição mais variada. A música transita suavemente entre andamentos de ritmo moderado conduzidos pela guitarra e passagens soturnas baseadas em piano ou teclados. De vez em quando a secção rítmica atroadora deixa de se ouvir de todo, deixando para trás, como que a flutuar, apenas um murmúrio longínquo e uma linha ténue e minimalista de guitarra ou piano, que resulta numa das ambiências mais desoladas e hipnóticas de que há memória. Não me é possível conceber tradução sonora mais fiel para o sentimento de desespero extremo ante a escuridão impenetrável. Baixem as luzes e deixem-se levar nesta jornada pelos recantos mais sombrios da alma.
in CLIP (Diário de Aveiro), 13 Novembro 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Edição de Nov 11, 2008
Na 2ª HoraEntrevista com Paul Masvidal dos norte-americanos CYNIC a propósito do novo álbum «Traced in Air».
- "Foi depois da digressão de 2007, após experiências na sala de ensaios e algumas gravações em demo, que nos apercebemos que ainda tinhamos uma palavra a dizer enquanto Cynic";
-"Este álbum não é uma colecção de canções. É um trabalho coeso que deve ser apreciado como uma peça indivisível";
-"O "Focus" não teve o apoio merecido e acho que essa foi uma das razões que precipitou a dissolução da banda em '94.
(Paul Masvidal)
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
CYNIC
«Traced in Air»(Season of Mist, 2008) [9/10]
Depois de uma dissolução prematura em 1994 e do entusiasmo que despertaram no Verão do ano passado com o anúncio de algumas datas ao vivo, regressam agora em pleno com o álbum mais aguardado do ano. Quem os conhece sabe que figuram nos anais da história do metal à custa do único disco que gravaram, e que a banda da Florida agrupava na altura nomes tão sonantes como Paul Masvidal, Sean Reinert, Sean Malone e Jason Gobel. Catorze anos depois os Cynic apresentam-se com a mesma formação nuclear (os três primeiros músicos) e um álbum bem à altura do legado deixado por «Focus», apesar de moldado à luz duma abordagem sónica actualizada. Esta passa pelos mesmos elementos de jazz de fusão, acoplados agora num estilo de metal/rock progressivo na linha de Porcupine Tree ou até Rush, e uma composição rica e fluente, embora não propriamente de assimilação imediata. Do death metal do passado ficou apenas a memória, o mesmo podendo ser dito em relação ao baixo proeminente de Malone - uma das marcas distintivas do som Cynic - que agora surge mais dissimulado e em segundo plano. Masvidal opta desta vez, e bem, pelo seu registo natural e por um recurso menos frequente à voz processada, assegurando ainda assim aquele carácter espiritual que reveste a música de uma certa ressonância cósmica. A voz gutural do novato Tymon Kruidenier surge apenas ao de leve, como voz de apoio, adaptando-se bem ao estilo menos agressivo desta nova encarnação dos Cynic. Segundo palavras do próprio Masvidal, «Traced in Air» é uma espécie de “regresso à inocência”; um retorno a um estado de pureza artística. Esperemos é que não seja também uma cura momentânea para uma crise de meia-idade e que os Cynic não desapareçam tão depressa como regressaram.
in CLIP (Diário de Aveiro), 6 Novembro 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
TO-MERA
«Delusions»(Candlelight, 2008) [9/10]
Figurando já entre os grandes talentos da colheita mais recente de bandas de metal progressivo os britânicos To-Mera surgiram em 2004 por iniciativa conjunta da ex-vocalista dos Without Face, Julie Kiss, e do baixista Lee Barrett (cuja notoriedade pela descoberta dos Opeth já ultrapassa a sua fama de ex-Extreme Noise Terror). Depois de um ousado primeiro disco que lhes valeu o acesso directo aos palcos de alguns nomes prestigiados da cena, regressam agora com um trabalho ainda mais criativo e diversificado em sonoridades. Conquanto a música inclua aqui e ali construções e atmosferas que se identificam facilmente com o trabalho de bandas como Dream Theater e Aghora, a composição inventiva e dinâmica do colectivo assume já uma personalidade própria que muito fica a dever à versatilidade do guitarrista Tom MacLean e ao virtuosismo do pianista/teclista Hen. Poderoso em algumas partes, jazzy e sofisticado noutras (incluindo solos de saxofone), suave e ambiental noutras ainda, sempre pautado por um tecnicismo de fazer cair o queixo, e com refrões cativantes protagonizados pela magnífica voz de Kiss que se revela no seu melhor, «Delusions» é um disco fascinante com mundos para descobrir em cada audição.
in CLIP (Diário de Aveiro), 30 Outubro 2008
sábado, 18 de outubro de 2008
WATAIN
«Sworn to the Dark»(Season of Mist, 2007) [8/10]
Depois de tanta hipérbole em torno deste álbum e das recorrentes insinuações que suscitou quanto à suposta colagem da banda a um dos ícones favoritos do death/black sueco, foi com uma dose acrescida de curiosidade que abordei este disco. Embora certos traços melódicos ao estilo celebrizado pelos lendários Dissection já emergissem do black metal bárbaro do álbum anterior, «Casus Luciferi», este terceiro registo de originais mostra, na verdade, os Watain a abraçarem sem preconceitos o conceito sónico de beleza infernal que foi a essência do legado da banda de Jon Nordveidt. Contudo, «Sworn to the Dark» é mais do que uma simples recriação de velhas glórias. A sua composição de proporções quase épicas cheia de ganchos infecciosos, transições à Slayer, segmentos a meio tempo (agora mais frequentes) a alternar com as blast-beats devastadoras, magníficas linhas melódicas de guitarra que se enleiam em torno dos poderosos riffs old-school, e um som crispado que permite distinguir nitidamente cada um dos instrumentos, conferem-lhe a frescura necessária para que o álbum soe claramente actual. As imprecações diabólicas de Erik Danielsson confirmam este trabalho como um imponente tributo às forças da escuridão, e uma das mais convictas homenagens ao grande antagonista.
in CLIP (Diário de Aveiro), 16 Outubro 2008
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
NACHTMYSTIUM
«Assassins: Black Meddle Part 1»(Candlelight, 2008) [9.5/10]
Quem busca ainda o pouco de inovador que se produz actualmente no seio das sonoridades mais extremas deve ter com certeza tropeçado já num tal «Instinct: Decay», álbum que concentrou atenções pela curiosa abordagem alucinogénia a um black metal sujo e demolidor. O percurso artístico prévio da banda norte-americana em causa fez sempre suspeitar, no entanto, que este disco de 2006 era apenas uma etapa incremental dum processo evolutivo que estava ainda para produzir o seu resultado mais significativo. Como quase sempre, a realidade superou todas as expectativas. O álbum seguinte, este «Assassins», é não só uma entidade inteiramente diversa de tudo o que os Nachtmystium gravaram até agora, como um dos lançamentos mais marcantes de 2008. Afastado da violenta negritude de outrora e com as blast-beats a funcionar mais como excepção do que regra, é neste quarto longa duração que o líder Blake Judd dá largas finalmente às suas influências rock dos anos 70. O som das guitarras e o estilo dos solos fazem recuar mentalmente à sonoridade hipnótica que Tony Iommi e David Gilmour deixaram para a posteridade em discos como «Sabotage» ou «Meddle». O baterista convidado, Tony Laureano, mostra que as suas aptidões vão muito além da metralha do death metal onde é reconhecido como autoridade. Com acenos frequentes ao psicadelismo espacial Pink Floydiano, duas primorosas intervenções de um saxofone, alguns coros orelhudos punk pelo meio e uma composição simples mas certeira, «Assassins» realiza na totalidade o derrube de barreiras estéticas que o álbum anterior não ousou mais do que insinuar. Absolutamente recomendado.
in CLIP (Diário de Aveiro), 9 Outubro 2008
sábado, 4 de outubro de 2008
Edição de Outubro 7, 2008
Na 2ª HoraEntrevista com os Aveirenses
THE LAST OF THEM a propósito do álbum «Slow Motion Chaos».
- "Ainda agora começamos a aventura; vamos até onde isto der. Se pudéssemos chegar com a banda a um nível profissional já seria uma batalha ganha";
- "Mesmo com os meios que existem hoje, está cada vez mais difícil. Torna-se mais complicado encher casas, que é exactamente o que uma banda precisa para se tornar profissional e conseguir criar uma base de fãs muito forte";
- "Estar a rotular que tipo de death metal... também há lá disso, assim como um pouco de todos os clichés que existem no metal, no rock e por aí além";
- "Queremos ver isto, não como uma continuação de Sonic Flower, mas como uma evolução do que já se fazia nos Sonic".
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
ARKAN
«Hilal»(Season of Mist, 2008) [7.5/10]
É mais uma estreia de relevo a assinalar este ano, desta feita da autoria de um colectivo radicado em Paris mas que é formado maioritariamente por músicos oriundos da Algéria e de Marrocos, e que se propõe harmonizar as sonoridades tradicionais das suas culturas com a agressividade globalizante do metal. O resultado é um trabalho interessante com mais de uma hora de riffs possantes por vezes a roçar os géneros mais extremos, nos quais se diluem uma miríade de ritmos e motivos sonoros exóticos produzidos por instrumentos folk, bem como uma diversidade de registos vocais que vão desde o gutural cavernoso aos coros e às vozes femininas. A voz natural de Abder Abdallahoum, o dinamismo da composição e os arranjos étnicos elaborados são pontos fortes na música dos Arkan, porém a banda parece não conseguir evitar certas estruturas genéricas que se prolongam por demasiado tempo e que acabam por subtrair qualidade a alguns dos temas. Esteticamente o álbum soa também um tanto ou quanto desnorteado, o que até não surpreende num primeiro disco. Para quem aprecia esta fusão entre o peso esmagador do metal e a delicadeza mística dos sons das arábias, «Hilal» será sem dúvida uma excelente alternativa aos trabalhos de bandas como Orphaned Land e Melechesh.
in CLIP (Diário de Aveiro), 2 Outubro 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
Edição de Setembro 30, 2008
Na 2ª HoraEntrevista com David Doutel dos portugueses ECHIDNA a propósito do álbum de estreia «Insidious Awakening».
- "Gravar com uma pessoa que conhecemos bem - o Daniel Carvalho - proporcionou-nos um ambiente de estúdio mais informal e um resultado que soa mais honesto e genuíno";
- "Conheço o Pedro Lima desde os seis anos e juntos crescemos e evoluímos na guitarra. Estamos em perfeita sintonia e isso reflecte-se na composição e nas actuações ao vivo";
- "Nunca tivemos a preocupação de fazer um determinado tipo de som. Quisemos apenas que o trabalho soasse o mais verdadeiro possível dentro daquilo que nos dá prazer tocar. O próximo álbum já se afastará de todas as referências com que nos têm catalogado".
(David Doutel)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
ECHIDNA
«Insidious Awakening»(Rastilho Records, 2008) [7.5/10]
Embora o ubíquo death/thrash melódico à moda sueca tenha já passado pela sua época áurea, de vez em quando ainda surge uma ou outra banda que reaviva esse espírito com tal perfeição que se torna simplesmente incontornável. É o caso dos Echidna, um colectivo de Vila Nova de Gaia que acabou de se estrear com um disco que transpira Arch Enemy e The Haunted por todos os poros, mas que evidencia, simultaneamente, um domínio invulgar de todos os aspectos criativos do género em causa assim como uma técnica exemplar no manejo de todos os instrumentos, em especial as guitarras, oferecendo assim um trabalho que é um autêntico festim para os sentidos. Com o magnífico vozeirão do Pedro Fonseca a fazer-nos recuar até aos melhores dias de Tomas Lindberg nos At The Gates, os guitarristas David Doutel e Pedro Lima debitam riffs cortantes mas sempre imbuídos de um permanente sentido de melodia, assim como excelentes leads que pouco ficam a dever a muitos nomes reverenciados das seis cordas. Munido com um dos sons mais fenomenais de sempre a sair dos estúdios UltraSound de Braga, «Insidious Awakening» é um trabalho enérgico e coeso que promete muitas dores de pescoço, sendo a prova viva de que os Echidna tem o que é necessário para passar à fase seguinte e descobrir o seu próprio nicho sónico. Talvez os seis minutos instrumentais que encerram o álbum sejam já um prenúncio de algo maior a surgir num próximo registo.
in CLIP (Diário de Aveiro), 25 Setembro 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Edição de Setembro 23, 2008
Na 2ª hora:CLASSICS III
Grandes clássicos de sempre, escolhidos e apresentados pelos nossos entrevistados.
Grandes clássicos de sempre, escolhidos e apresentados pelos nossos entrevistados.
Por ordem de entrada:
Carlos Santos (ASSEMBLENT), Ulf Theodor Schwadorf (THE VISION BLEAK), Dionysos (HELRUNAR), Marten Hansen (THIS ENDING), Morgan Hakansson (MARDUK), Marco Dilone (LAST HOPE), Marko Tervonen (ANGEL BLAKE), Robin Staps (THE OCEAN), Erik Wunder (COBALT), Carmen Simões (AVA INFERI), Eivind "-viNd-" Fjoseide (ATROX).
Carlos Santos (ASSEMBLENT), Ulf Theodor Schwadorf (THE VISION BLEAK), Dionysos (HELRUNAR), Marten Hansen (THIS ENDING), Morgan Hakansson (MARDUK), Marco Dilone (LAST HOPE), Marko Tervonen (ANGEL BLAKE), Robin Staps (THE OCEAN), Erik Wunder (COBALT), Carmen Simões (AVA INFERI), Eivind "-viNd-" Fjoseide (ATROX).
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
BLUT AUS NORD
«Odinist: The Destruction of Reason by Illumination»(Candlelight, 2007) [8/10]
Um dos colectivos mais interessantes no que toca ao espectro mais sombrio e inovador das sonoridades extremas, actualmente já com um impressionante rasto artístico, os Blut Aus Nord apresentam neste último registo algo que é, comparativamente, bem menos estranho do que o permanentemente dissonante «MoRT». Os temas desenvolvem-se num tom quase constante e a música é essencialmente uma massa monolítica de acordes sufocantes e de melodias áridas que submergem tudo em redor numa atmosfera desolada e surreal, com o murmúrio áspero de Vindsval a ecoar sinistro e o som das guitarras sempre meio asfixiado. À primeira impressão o trabalho poderá soar excessivamente uniforme e repetitivo, requerendo pois alguma atenção extra de forma a proporcionar um completo envolvimento na experiência de transe obscuro que potencia. Anunciado como um regresso parcial à essência do revolucionário «The Work which Transforms God», este sexto álbum do misterioso trio francês é na realidade um exercício que, de black metal apenas conserva o espírito. «Odinist» pode não ser nem brilhante nem muito menos memorável, mas vale pela originalidade da abordagem sonora que apresenta e pelo potencial intrínseco que encerra como obra de referência.
in CLIP (Diário de Aveiro), 18 Setembro 2008
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